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Jesús Caudevilla Pastor
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07-08-2009 - 12:35 - De 215.Red-79-155-153.dynamicIP.rima-tde.net
En esta página dedicada a Olivenza quiero anunciar la presentación el jueves 13 de agosto, a las 8 de la tarde, en la sala de la Torre del Homenaje de Olivenza de mi novela histórica "Los silencios del Papa Luna". Este acto organizado por el Excmo. Ayuntamiento de Olivenza forma parte del programa de Ferias y Fiestas. Mi nombre es Jesús Caudevilla y mi esposa y toda su familia procede de OLIVENZA donde permanecen tíos y primos.
Saludos.
Carlos Eduardo da Cruz Luna
 carlosluna@iol.pt
14-03-2009 - 23:36 - De bl5-145-62.dsl.telepac.pt
OLIVENÇA DE NOVO NA IMPRENSA INGLESA (13-Março-2009)
UM TEXTO DE 13 MARÇO 2009, TADUZIDO E NO ORIGINAL INGLÊS
Data: Sat, 14 Mar 2009 15:00:10 +0000 [15:00:10 WET]
De: carlosluna@iol.pt

"TELEGRAPH" (blog), 13-Março-2009 (TRADUÇÃO E ORIGINAL)
Data: Sat, 14 Mar 2009 13:33:44 +0000 [13:33:44 WET]
De: carlosluna@iol.pt
Para: olivenca@yahoogrupos.com.br

BLOG "TELEGRAPH.CO.UK" 13-Março-2009
«SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO PLANEIA (TENCIONA) DESISTIR DE (ABANDONAR) OLIVENÇA?
Daniel Hanan
http://blogs.telegraph.co.uk/daniel_hannan/blog/2009/03/13/if_spain_wants_gibraltar...
E se tivesse sido de outra maneira[ao contrário]? E se a Espanha tivesse tomado [se
tivesse "servido"] um pedaço de território de alguém, forçado a nação derrotada a cedê-lo
num tratado subsequente, e o mantivesse ligado a si? Comportar-se-ia Madrid como quer que
a Grã-Bretanha se comporte em relação a Gibraltar?("Ni pensarlo!")
Como é que eu posso estar tão certo disso? Exactamente porque existe um caso assim. Em
1801, a França e a Espanha, então aliadas, excigiram que Portugal abandonasse a sua
amizade tradicional com a Inglaterra e fechasse os seus portos aos navios britânicos. Os
portugueses recusaram firmemente, na sequência do que Bonaparte e os seus"confederados"
espanhóis marcharam sobre o pequeno reino. Portugal foi vencido, e, pelo Tratdo de
Badajoz, obrigado a abandonar a cidade de Olivença, na margem esquerda do Guadiana.
Quando "Boney"(Bonaparte) foi finalmente vencido, as Potências europeias reuniram-se
no Congresso de Viena de Áustria para estabeldecer um mapa lógico das fronteiras
europeias. O Tratado daí saído exigiu um regresso à fronteira hispano-portuguesa (ou, se
se preferir, Luso-espanhola) anterior a 1801. A Espanha, após alguma hesitação,
finalmente assinou o mesmo em 1817. Mas nada fez para devolver Olivença. Pelo contrário,
trabalhou arduamente para extripar a cultura portuguesa na região, primeiro proibindo o
ensini do Português, depois banindo abertamente o uso da língua.
Portugal nunca deixou de reclamar Olivença, apesar de não se ter movimentado para
forçar esse resultado (a devolução)(ameaçou hipoteticamente com a ideia de arrebatar
[ocupar] a cidade durante a Guerra Civil de Espanha, mas finalmente recuou). Embora os
mapas portugueses continuem a mostrar uma fronteira por marcar [por traçar] em Olivença,
a disputa não tem sido colocada na ordem do dia no contexto das excelentes relações entre
Lisboa e Madrid.
Agora vamos analisar os paralelismos com Gibraltar. Gibraltar foi cedida à
Grã-Bretanha pelo Tratdo de Utrecht (1713), tal como Olivença foi cedida à Espanha pelo
Tratado de Badajoz (1801). Em ambos os casos, o país derrotado pode reclamar com razões
que assinou (qualquer dos tratados) debaixo de coacção, mas é isto que acontece sempre em
acordos de paz.
A Espanha protesta que algumas das disposições do Tratdo de Utrecht foram violadas;
que a Grã-Bretanha expandiu a fronteira para além do que fora estipulado primitivamente;
que implementou uma legiislação de auto-determinação local em Gibraltar que abertamente é
incompatível com a jurisdição britânica especificada pelo Tratdo; e (ainda que este
aspecto seja raramente citado) que fracassou por não conseguir evitar a instalação de
Judeus e Muçulmanos no Rochedo. Com quanta muito mais força pode Portugal argumentar que
o Tratado de Badajoz foi "extinto". Foi anulado em 1807 quando, em violação do que nele
se estipulava, as tropas francesas e espanholas marcharam por Portugal adentro na Guerra
Peninsular. Alguns anos mais tarde, foi "suplantado"(ultrapassado) pelo Tratado de Viena.
Certamante, a Espanha pode razoavelmente objectar que, apesar dos pequenos detalhes
legais, a população de Olivença é leal à Coroa Espanhola. Ainda que o problema nunca
tenha passado pelo "teste" de um referendo, parece com certeza que a maioria doa
residenteas se sentem felizes como estão. A língua portuguesa quase morreu exceto entre
os mais velhos. A cidade (Olivenza em espanhol) é a sede de um dos mais importantes
festrivais tauromáquicos da época, atrai raças (de touros?) e "matadores" muito para além
dos sonhos de qualquer "pueblo" de tamanho similar. A lei portuguesa significaria o fim
da Tourada de estilo espanhol, e um regresso à iobscuridade provincial (provinciana).
Tenho a certeza que os meus leitores entendem aonde tudo isto vai levar. Este "blog"
sempre fez da causa da auto-determinação a sua própria causa. A reclasmação de direito a
Olivença (e Ceuta e Melilla), por parte de Espanha, assenta no argumento básico
(rudimentar) de que as populações lá residentes querem ser espanholas. Mas o mesmo
princípio certamente se aplica a Gibraltar, cujos habitantes, em 2002, votaram (17 900
votos contra 187 !!!) no sentido de permanecer debaixo de soberania britânica.
A Grã-Bretanha, a propósito, tem todo o direito a estabelecer conexões entre os dois
litígios (Olivença e Gibraltar). A única razão por que os portugueses perderam Olivença
foi porque honraram os termos da sua aliança connosco (britânicos). Eles são os nossos
mais antigos e confiáveis aliados, tendo lutado ao nosso lado durante 700 anos - mais
recentemente, com custos terríveis, quando entraram na Primeira Guerra Mundial por causa
da nossa segunrança. O nosso Tratado de aliança e amizade de 1810 explicitamente
compromete a Grã-Bretamha no sentido de "trabalhar" para a devolução de Olivença a
Portugal.
A minha verdadeira intenção, todavia, é a de defender que estes problemas não devem
prejudicar as boas relações entre os "litigiantes" rivais. Enquanto Portugal não mostra
intenção de renunciar à sua reclamação formal (legal) em relação a Olivença, aceita que,
enquanto as populações locais quiserem permanecer espanholas, não há forma de colocar o
tema na ordem do dia. Não será muito de esperar que a Espanha tome um atitude semelhante
vis-a-vis" Gibraltar.
Uma vez que este texto certamente atrairá alguns comentários algo excêntricos de
espanhóis, devo clarificar previamente, para que fique registado, que não é provável que
estes encontrem facilmente um hispanófilo mais convicto de que eu. Eu gosto de tudo o que
respeita o vosso país: o seu povo, os seus festivais (festas), a sua cozinha, a sua
música, a sua literatura, a sua "fiesta nacional". Amanhã à noite, encontrar-me-ão no
"Sadler´s Wells", elevado até um lugar mais nobre e mais sublime pela voz de Estrlla
Morente. Acreditem em mim, "señores", nada tenho de pessoal contra vós: o problema é que
não podem pretender defender dois pesos e duas medidas (não se pode ter as duas:Olivença
e Gibraltar).
FIM [38 comentários]

http://blogs.telegraph.co.uk/daniel_hannan/blog/2009/03/13/if_spain_wants_gibraltar...


"TELEGRAPH" (blog), 13 de Março de 2009
If Spain wants Gibraltar, when it it planning to give up Olivença?
If Spain wants Gibraltar, when it it planning to give up Olivença?
Posted By: Daniel Hannan at Mar 13, 2009 at 00:12:21 [General]
Posted in:
Tags:View More Anglo-Portuguese alliance, Bullfighting, national self-determination,
Olivença, Olivenza, portugal , Treaty of Badajoz

What if it had been the other way around? What if Spain had helped itself to a slice of
someone else's territory, forced the defeated nation to cede it in a subsequent treaty,
and hung on to it? Would Madrid behave as it wants Britain to behave over Gibraltar? ¡Ni
pensarlo!

How can I be so sure? Because there is precisely such a case. In 1801, France and Spain,
then allies, demanded that Portugal abandon her ancient friendship with England and close
her ports to British ships. The Portuguese staunchly refused, whereupon Bonaparte and his
Spanish confederates marched on the little kingdom. Portugal was overrun and, by the
Treaty of Badajoz, forced to give up the town of Olivença, on the left bank of the
Guadiana.

When Boney was eventually defeated, the European powers met at the Congress of Vienna to
produce a comprehensive settlement of Europe's borders. The ensuing treaty urged a return
to the pre-1801 Hispano-Portuguese (or, if you prefer, Luso-Spanish) frontier. Spain,
after some hesitation, eventually signed up in 1817. But it made no move to return
Olivença. On the contrary, it worked vigorously to extirpate Portuguese culture in the
province, first prohibiting teaching in Portuguese, then banning the language outright.

Portugal has never dropped its claim to Olivença, though it has made no move to force the
issue (it toyed with the idea of snatching the town during the Spanish Civil War, but
eventually backed off). Although Portuguese maps continue to show an undemarcated
frontier at Olivença, the dispute has not been allowed to stand in the way of excellent
relations between Lisbon and Madrid.

Now let's consider the parallels with Gib. Gibraltar was ceded to Great Britain by the
Treaty of Utrecht (1713), just as Olivença was ceded to Spain by the Treaty of Badajoz
(1801). In both cases, the defeated power might reasonably claim that it signed under
duress, but this is what happens in all peace settlements.

Spain complains that some of the provisions of the Treaty of Utrecht have been violated:
that Britain has extended the frontier beyond that originally laid down; that it has
bestowed a measure of self-government on Gibraltar incompatible with the outright British
jurisdiction specified by the Treaty; and (although this point is rarely pressed) that it
has failed to prevent Jewish and Muslim settlement on the Rock. With how much more force,
though, might Portugal argue that the Treaty of Badajoz has been abrogated. It was
annulled in 1807 when, in violation of its terms, French and Spanish troops marched on
Portugal in the Peninsular War. A few years later, it was superseded by the Treaty of
Vienna.

Of course, the Spanish might reasonably retort that, whatever the legal niceties, the
population of Olivença is loyal to the Spanish Crown. While the issue has never been
tested in a referendum, it certainly seems that most residents are happy as they are. The
Portuguese language has all but died out except among the very elderly. The town
(Olivenza in Spanish) hosts one of the most important bullfighting ferias of the season,
attracting breeds and matadors beyond the dreams of any similarly sized pueblo.
Portuguese rule would mean an end to Spanish-style bullfighting, and a return to
provincial obscurity.

I'm sure you can see where this is going. This blog has always made the cause of national
self-determination its own cause. Spain's claim to Olivença (and Ceuta and Melilla) rests
on the knock-down argument that the people living there want to be Spanish. But the same
principle surely applies to Gibraltar, whose inhabitants, in 2002, voted by 17,900 to 187
to remain under British sovereignty.

Britain, by the way, has every right to link the two issues. The only reason the
Portuguese lost Olivença is that they were honouring the terms of their league with us.
They are our oldest and most reliable allies, having fought alongside us for 700 years -
most recently, and at terrible cost, when they joined the First World War for our sake.
Our 1810 treaty of alliance and friendship explicitly commits Britain to work for the
restoration of Olivença to Portugal.

My real point, though, is that these issues ought not to prejudice good relations between
the rival claimants. While Portugal has no intention of renouncing its formal claim to
Olivença, it accepts that, as long as the people there want to remain Spanish, there is
no point in pushing the issue. It is surely not too much to expect Spain to take a
similar line vis-à-vis Gibraltar.

Since this post is likely to attract some crotchety comments from Spaniards, I ought to
place on the record that you're not likely to find a more convinced Hispanophile than me.
I like everything about your country: its people, its festivals, its cuisine, its music,
its literature, its fiesta nacional. Tomorrow night, you will find me in Sadler's Wells,
transported to a nobler and more sublime place by the voice of Estrella Morente. Believe
me, señores, it's nothing personal: it's just that you can't have it both ways.

Carlos Luna
 carlosluna@iol.pt
02-03-2009 - 22:38 - De bl4-238-174.dsl.telepac.pt
UM ESTRONDOSO ÊXITO, A JORNADA DO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA DO DIA 28 DE FEVEREIRO DE 2009
O dia amanheceu sem nuvens significativas. O Sol pareceu querer saudar o evento. E não
era para menos!
Neste dia 28 de Fevereiro de 2009, e pela primeira vez desde 1801, a Língua Portuguesa
manifestava-se livremente em Olivença. Mais do que isso, com a "cobertura" das
autoridades espanholas máximas a nível local e regional. E, talvez ainda (!) mais
importante do que tudo isso, graças à iniciativa, ao esforço, à coragem de uma associação
oliventina, a Além-Guadiana.
Não por acaso, jornais e televisões estavam representados. E talvez por acaso, pois
outra razão seria insustentável, não estavam órgãos de comunicação portugueses,
empenhados com outras realidades informativas. De facto, decorria o Congresso do Partido
do Governo em Lisboa.
A Jornada do Português Oliventino decorreu na Capela do vetusto Convento português de
São João de Deus. Num clima de alguma emoção. Estava-se a fazer História... e quase 200
pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o arqueólogo Cláudio Torres, o "herói" do
mirandês Amadeu Ferreira, e... bem... fiquemos por aqui!
Falou primeiro o Presidente da Junta da Extremadura espanhola, Guillermo Fernández
Vara. Curiosamente, um oliventino. Foi comovente ouvi-lo confessar que, na sua casa
paterna, o Português era a língua dos afectos. Uma herança que ele ainda conserva, apesar
de já ser bem crescidinho... e Presidente duma região espanhola.
De certa forma, estava dado o mote. O Presidente da Câmara de Olivença, Manuel Cayado,
falou em seguida, realçando o amor pela língua portuguesa, e acentuando o papel de
Olivença como ponto de encontro entre as culturas de Portugal e Espanha.
Joaquín Fuentes Becerra, presidente da Associação, fez então uma breve intervenção, em
que se destacou a insistência no aspecto cultural da Jornada.
Juan Carrasco González, um conhecido catedrático, falou das localidades extremenhas,
quase todas fronteiriças, onde se fala português, com destaque para Olivença, e defendeu
que tal característica se deveria conservar.
Usou depois da palavra Eduardo Ruíz Viéytez, director do Instituto dos Direitos
Humanos e Consultor do Conselho da Europa, vindo de Navarra, embora nascido no País
Basco, que defendeu as línguas
minoritárias e explicitou a política do Conselho da Europa em relação às mesmas. Informou
a assistência sobre o ocorrido com o Português de Olivença. De facto, o Conselho da
Europa já havia pedido informações ao Estado Espanhol sobre este desde 2005, sem que
Madrid desse resposta. Em 2008, graças à Associação Além-Guadiana, fora possível conhecer
detalhes, com base nos quais o Conselho fizera recomendações críticas.
Seguiu-se Lígia Freire Borges, do Instituto Camões, que destacou o papel da Língua
Portuguesa no mundo, com assinalável ênfase e convicção. Tal discurso foi extremamente
importante, já que, tradicionalmente, em Olivença, se procurava (e ainda há quem procure)
menorizar o Português face ao "poderio planetário" do espanhol/castelhano.
Uma pequena mesa redonda antecedeu o Almoço. Foi a vez de ouvir a voz de alguns
oliventinos, em Português, bem alentejano no vocabulário e no sotaque, em intervenções
comoventes, em que não faltaram críticas e denúncias de situações de repressão
linguística não muito longe no tempo.
À tarde, falaram Domingo Frade Gaspar (pela fala galega, nascido na raia extremenha) e
José Gargallo Gil (de Valência, a leccionar em Barcelona), ambos
professores universitários, que continuaram a elogiar políticas de recuperação e
conservação de línguas minoritárias. O segundo fez mesmo o elogio da existência de
fronteiras e do de seu estatuto de lugar de encontro e de compreensão de culturas
diferentes, embora não como barreiras intransponíveis.
Seguiu-se Manuela Barros Ferreira, da Universidade de Lisboa, que relatou a
experiência significativa de recuperação, quase milagrosa, do Mirandês, a partir de uma
muito pequena comunidade de falantes, convencidos, afinal erradamente, de que aquela
língua tinha chegado ao
fim. O exemplo foi muito atentamente escutado pelos membros do Além-Guadiana.
Falou finalmente o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, a propósito dos
projectos de salvaguardar o dialecto barranquenho e de o levar à "oficialização".
Queixou-se do estado de abandono em que se sentia o povo de Barrancos face a Lisboa.
No final, foi projectado um curto filme sobre o Português oliventino, organizado por Mila Gritos. Nele surgiam
oliventinos a contar a história de cada um, sempre em Português, explicando os
preconceitos que rodeavam ainda o uso da Língua de Camões e contando histórias
pitorescas. A finalizar o "documentário", uma turma de jovens alunos de uma escola numa
aula de Português
pretendia mostrar para a câmara os caminhos do futuro.
Deu por encerrada a sessão Manuel de Jesus Sanchez Fernandez, da Associação
Além-Guadiana, que ironizou um bocado com as características alentejanas do Português de
Olivença, comparando-o com o pseudo superior Português de Lisboa.
A noite já tinha caído quando, e não sem muitos cumprimentos e alegres trocas de
impressões finais, os assistentes e os promotores da Jornada abandonaram o local. Com a
convicção de que tinham assistido a algo notável.
Estremoz, 28 de Fevereiro de 2009
Carlos Eduardo da Cruz Luna
Carlos Eduardo da Cruz Luna
 carlosluna@iol.pt
12-02-2009 - 23:18 - De bl9-170-122.dsl.telepac.pt
PROGRAMA JORNADAS SOBRE O PORTUGUÊS OLIVENTINO; PROGRAMA BILINGUE
Data: Wed, 11 Feb 2009 15:59:14 +0000 [15:59:14 WET]
De: carlosluna@iol.pt
Para: PROGRAMA BILINGUE
Jornada sobre el Portugués Oliventino

Sábado, 28 de fevereiro de 2009



09:30 h. Inscripción de participantes y entrega de documentación

10:00 h. Inauguración

· Guillermo Fernández Vara. Presidente de la Junta de Extremadura

· Manuel Cayado Rodríguez. Alcalde-Presidente de Olivenza

· Joaquín Fuentes Becerra. Presidente de la Asociación “Além Guadiana”

10:30 h. Pausa-Café

11:00 h. Juan Carrasco González. Catedrático de Lengua y Literatura Portuguesas y
Director del Departamento de Lenguas Modernas y Literatura Comparada de la Universidad de
Extremadura. Olivenza y las variedades lingüísticas de la frontera extremeña

11:40 h. Eduardo J. Ruiz Viéytez. Director del Instituto de Derechos Humanos de la
Universidad de Deusto y Consultor Externo del Consejo de Europa. La importancia de las
lenguas minoritarias en Europa y el papel del Consejo de Europa

12:20 h. Lígia Freire Borges. Lectora del Instituto Camões en la Universidad de
Extremadura. A língua portuguesa no mundo com o Instituto Camões

12:45 h. 1ª Mesa Redonda. O português de Olivença

· Manuel Jesús Sánchez Fernández. Licenciado en Filología. O nosso português não
tem futuro

· Servando Rodríguez Franco. Licenciado en Lenguas y Literaturas Modernas, variante
de Estudios Portugueses. Alteraciones en la toponimia de Olivenza

· José António A. Meia Canada. Hablante de portugués oliventino. Testemunhos do
nosso português

14:00 h. Pausa

16:30 h. 2ª Mesa Redonda: Características y situación de otras lenguas y dialectos
minoritarios

· Domingo Frades Gaspar. Presidente de la Asociación Fala i Cultura y miembro de la
Real Academia Gallega. La fala del valle del Eljas

· Dr. José Gargallo Gil. Profesor de Filología Románica en la Universidad de
Barcelona. Fronteras y enclaves en la península Ibérica

· Manuela Barros Ferreira. Doctora en lingüística por la Universidad de Lisboa. O
mirandês, língua de fronteira

· Isabel Sabino. Vereadora da Câmara Municipal de Barrancos. Traços do barranquenho
e ações de proteção ou promoção

18:00 h. Proyección de un documental a cargo de Mila Gritos sobre el portugués en Olivenza

18:30 h. Fin de la jornada



Lugar: Salón de Actos del Convento de San Juan de Dios.

Inscripción (gratuita):

A través de nuestro correo electrónico (alemguadiana@ hotmail.com), o in situ el mismo
día de la jornada.

Se expedirá certificado de asistencia a quienes lo soliciten.



Jornada sobre o Português Oliventino

Sábado, 28 de febrero de 2009

09:30 h. Inscrição de participantes e entrega de documentação

10:00 h. Inauguração

· Guillermo Fernández Vara. Presidente da Junta da Extremadura

· Manuel Cayado Rodríguez. Presidente da Câmara Municipal de Olivença

· Joaquín Fuentes Becerra. Presidente da Associação “Além Guadiana”

10:30 h. Pausa para café

11:00 h. Juan Carrasco González. Catedrático de Língua e Literatura Portuguesas e Diretor
do Departamento de Línguas Modernas e Literatura Comparada da Universidade da
Extremadura. Olivenza y las variedades lingüísticas de la frontera extremeña

11:40 h. Eduardo J. Ruiz Viéytez. Director do Instituto de Direitos Humanos da
Universidade de Deusto e Consultor Externo do Conselho da Europa. La importancia de las
lenguas minoritarias en Europa y el papel del Consejo de Europa

12:20 h. Lígia Freire Borges. Leitora do Instituto Camões na Universidade da Extremadura.
A língua portuguesa no mundo com o Instituto Camões

12:45 h. 1ª Mesa Redonda. O português de Olivença

· Manuel Jesús Sánchez Fernández. Licenciado em Filologia. O nosso português não
tem futuro

· Servando Rodríguez Franco. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante
de Estudos Portugueses. Alteraciones en la toponimia de Olivenza

· José António A. Meia Canada. Falante de português oliventino. Testemunhos do
nosso português

14:00 h. Intervalo

16:30 h. 2ª Mesa Redonda: Características e situação de outras línguas e dialetos
minoritários

· Domingo Frades Gaspar. Presidente da Asociación Fala i Cultura e membro da Real
Academia Galega. La fala del valle del Eljas

· Doutor José Gargallo Gil. Professor de Filologia Românica na Universidade de
Barcelona. Fronteras y enclaves en la península Ibérica

· Manuela Barros Ferreira. Doutora em linguística pela Universidade de Lisboa. O
mirandês, língua de fronteira

· Isabel Sabino. Vereadora da Câmara Municipal de Barrancos. Traços do barranquenho
e ações de proteção ou promoção

18:00 h. Projeção de um documentário a cargo de Mila Gritos sobre o português em Olivença

18:30 h. Fim da jornada



Lugar:

Sala de Atos do Convento de São João de Deus.



Inscrições (gratuitas):

Através do nosso correio eletrónico (alemguadiana@hotmail. com), ou in situ, no dia da
jornada.




Expedir-se-ão certificados de assistência a quem o solicitar.

Carlos Eduardo da Cruz Luna
 carlosluna@iol.pt
12-02-2009 - 23:16 - De bl9-170-122.dsl.telepac.pt
PROGRAMA JORNADAS SOBRE O PORTUGUÊS OLIVENTINO; PROGRAMA BILINGUE
Data: Wed, 11 Feb 2009 15:59:14 +0000 [15:59:14 WET]
De: carlosluna@iol.pt
Para: PROGRAMA BILINGUE
Jornada sobre el Portugués Oliventino

Sábado, 28 de fevereiro de 2009



09:30 h. Inscripción de participantes y entrega de documentación

10:00 h. Inauguración

· Guillermo Fernández Vara. Presidente de la Junta de Extremadura

· Manuel Cayado Rodríguez. Alcalde-Presidente de Olivenza

· Joaquín Fuentes Becerra. Presidente de la Asociación “Além Guadiana”

10:30 h. Pausa-Café

11:00 h. Juan Carrasco González. Catedrático de Lengua y Literatura Portuguesas y
Director del Departamento de Lenguas Modernas y Literatura Comparada de la Universidad de
Extremadura. Olivenza y las variedades lingüísticas de la frontera extremeña

11:40 h. Eduardo J. Ruiz Viéytez. Director del Instituto de Derechos Humanos de la
Universidad de Deusto y Consultor Externo del Consejo de Europa. La importancia de las
lenguas minoritarias en Europa y el papel del Consejo de Europa

12:20 h. Lígia Freire Borges. Lectora del Instituto Camões en la Universidad de
Extremadura. A língua portuguesa no mundo com o Instituto Camões

12:45 h. 1ª Mesa Redonda. O português de Olivença

· Manuel Jesús Sánchez Fernández. Licenciado en Filología. O nosso português não
tem futuro

· Servando Rodríguez Franco. Licenciado en Lenguas y Literaturas Modernas, variante
de Estudios Portugueses. Alteraciones en la toponimia de Olivenza

· José António A. Meia Canada. Hablante de portugués oliventino. Testemunhos do
nosso português

14:00 h. Pausa

16:30 h. 2ª Mesa Redonda: Características y situación de otras lenguas y dialectos
minoritarios

· Domingo Frades Gaspar. Presidente de la Asociación Fala i Cultura y miembro de la
Real Academia Gallega. La fala del valle del Eljas

· Dr. José Gargallo Gil. Profesor de Filología Románica en la Universidad de
Barcelona. Fronteras y enclaves en la península Ibérica

· Manuela Barros Ferreira. Doctora en lingüística por la Universidad de Lisboa. O
mirandês, língua de fronteira

· Isabel Sabino. Vereadora da Câmara Municipal de Barrancos. Traços do barranquenho
e ações de proteção ou promoção

18:00 h. Proyección de un documental a cargo de Mila Gritos sobre el portugués en Olivenza

18:30 h. Fin de la jornada



Lugar: Salón de Actos del Convento de San Juan de Dios.

Inscripción (gratuita):

A través de nuestro correo electrónico (alemguadiana@ hotmail.com), o in situ el mismo
día de la jornada.

Se expedirá certificado de asistencia a quienes lo soliciten.



Jornada sobre o Português Oliventino

Sábado, 28 de febrero de 2009

09:30 h. Inscrição de participantes e entrega de documentação

10:00 h. Inauguração

· Guillermo Fernández Vara. Presidente da Junta da Extremadura

· Manuel Cayado Rodríguez. Presidente da Câmara Municipal de Olivença

· Joaquín Fuentes Becerra. Presidente da Associação “Além Guadiana”

10:30 h. Pausa para café

11:00 h. Juan Carrasco González. Catedrático de Língua e Literatura Portuguesas e Diretor
do Departamento de Línguas Modernas e Literatura Comparada da Universidade da
Extremadura. Olivenza y las variedades lingüísticas de la frontera extremeña

11:40 h. Eduardo J. Ruiz Viéytez. Director do Instituto de Direitos Humanos da
Universidade de Deusto e Consultor Externo do Conselho da Europa. La importancia de las
lenguas minoritarias en Europa y el papel del Consejo de Europa

12:20 h. Lígia Freire Borges. Leitora do Instituto Camões na Universidade da Extremadura.
A língua portuguesa no mundo com o Instituto Camões

12:45 h. 1ª Mesa Redonda. O português de Olivença

· Manuel Jesús Sánchez Fernández. Licenciado em Filologia. O nosso português não
tem futuro

· Servando Rodríguez Franco. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante
de Estudos Portugueses. Alteraciones en la toponimia de Olivenza

· José António A. Meia Canada. Falante de português oliventino. Testemunhos do
nosso português

14:00 h. Intervalo

16:30 h. 2ª Mesa Redonda: Características e situação de outras línguas e dialetos
minoritários

· Domingo Frades Gaspar. Presidente da Asociación Fala i Cultura e membro da Real
Academia Galega. La fala del valle del Eljas

· Doutor José Gargallo Gil. Professor de Filologia Românica na Universidade de
Barcelona. Fronteras y enclaves en la península Ibérica

· Manuela Barros Ferreira. Doutora em linguística pela Universidade de Lisboa. O
mirandês, língua de fronteira

· Isabel Sabino. Vereadora da Câmara Municipal de Barrancos. Traços do barranquenho
e ações de proteção ou promoção

18:00 h. Projeção de um documentário a cargo de Mila Gritos sobre o português em Olivença

18:30 h. Fim da jornada



Lugar:

Sala de Atos do Convento de São João de Deus.



Inscrições (gratuitas):

Através do nosso correio eletrónico (alemguadiana@hotmail. com), ou in situ, no dia da
jornada.




Expedir-se-ão certificados de assistência a quem o solicitar.

Leonardo Valor
 levaca44@gmail.com
14-11-2008 - 20:22 - De 84.122.92.177.dyn.user.ono.com
En una Europa que tiende a la unión, Olivenza debe ser y es un referente de unión entre los pueblos.
Soy extremeño emigrado y siento añoranza de mi tierra, pero también me siento bien en la que estoy ahora.
Jesús Caudevilla
 caudevilla@caudevilla.com
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01-08-2008 - 11:45 - De 156.Red-83-42-111.dynamicIP.rima-tde.net
Deseo saludar a todas las personas que visitan esta página y anunciaros la presentación en Olivenza de mi novela histórica, "Yo, Vicente Ferrer: el ángel del Apocalipsis". Tendrá lugar el miércoles 13 de agosto, a las 20:00 h. en la Torre del Homenaje del Castillo. Se trata de una novela escrita con gran rigurosidad histórica que recrea la vida del fraile dominico que tuvo un papel destacado tanto a nivel religioso como político y social en la Edad Media.
Me hace mucha alegría presentar la novela en Olivenza por ser lugar de procedencia de mi esposa y de toda su familia. Todos los que estéis ese día ahí estaré encantado de saludarlos. ¡Hasta pronto! Jesús Caudevilla Pastor
Carlos Eduardo da Cruz Luna
 carlosluna@iol.pt
20-07-2008 - 01:27 - De bl4-239-210.dsl.telepac.pt
SIMPLES CURIOSIDADE HISTÓRICA: SONETOS COMPLETOS (os 22 SOBREVIVENTES...) DO OLIVENTINO
CAETANO JOSÉ DA SILVA SOUTO-MAIOR (1694-1739)
SONETOS COMPLETOS (os 22 SOBREVIVENTES...) DO OLIVENTINO CAETANO JOSÉ DA SILVA
SOUTO-MAIOR (1694-1739)
SONETOS COMPLETOS (os 22 SOBREVIVENTES...) DO OLIVENTINO CAETANO JOSÉ DA SILVA
SOUTO-MAIOR (1694-1739)
Soneto dedicado à mártir cristã Santa Bárbara, quando era despida pelos seus algozes

Virgem bela, não julgues tirania
ser despojada desse adorno insano;
não se cobre um planeta mais que humano
e despido aparece à luz do dia.

Toda espírito o orbe te advertia,
e o decreto infalível do tirano,
mostrou que em ti, com raro desengano,
no mortal o imortal não se encobria.

A beleza, em que o véu ditas apura
desprezando essas galas infelices (*),
brilha triunfante, resplandece pura.

Jesus foi, não violento que existisses
sem manchas no esplendor da formosura,
porque vestido o Sol padece eclipses.
___________
(*)Forma moderna: infelizes

Soneto a D. João V (o Rei !), mandando celebrar exéquias do Papa Clemente XI

Túmulo excelso a régia potestade
na morte erige do Pastor Romano,
qu`o afecto do Monarca Lusitano
excede a vida, e chega à eternidade.

No sentimento empenha a majestade,
pois vendo que da Parca o raio insano
profanou o alto Sólio Vaticano
a obediência converte hoje em piedade.

Das cinzas frias à memória rara,
na funesta, magnífica estrutura,
Triunfo, ´inda que fúnebre, prepara.

Pois nesse altivo mausoléu procura
que pareça o respeito da tiara
ornato, e não despojo, à sepultura.

Soneto dirigido ao príncipe, por ocasião do beija-mão

Da Líbia ardente o morador adusto
teme o ver-me, senhor, de vós honrado,
pois nessa mão se admira vinculado
de Lísia (*) o bem, da Mauritânia o susto.

Receia que esse braço, sempre augusto,
dos portugueses todos adorado
seja com vaticínio antecipado
pródigo de valor triunfante, e justo.

Conhece que os turbantes orgulhosos
cheguem, senhor, a ter tantos perigos
quantos tendes agrados decorosos.

Publique a minha dita os seus castigos,
que a mão, que fez vassalos venturosos
é o mais certo terror dos inimigos.
___________
(*) figura mitológica greco-latina

Soneto a uma Senhora nobre que fugiu para Espanha com um Marquês, tendo-se depois
arrependido e recolhido a um Convento

Esse claustro, em sagrada penitência,
pio te esconda, oh bela criminosa,
econverta-se em sombra a luz formosa
que ardeu nos sacrifícios da indecência.

Tolera da prisão toda a violência,
perdida já a nobreza generosa,
fique ainda entre a culpa indecorosa,
benemérita, ao menos a paciência.

Principia a morrer nessa clausura,
encobrindo um descrédito infinito
no antecipado horror da morte obscura.

Mas, oh!, se em ti, por último conflito,
como vai sendo a vida sepultura,
chegasse a ser cadáver o delito!

Segue-se um poema que NÃO É DE CAETANO JOSÉ DA SILVA SOUTO-MAIOR, mas sim de Francisco de
Pina e Melo, elogiando o Escurial e o Panteão dos reis de Espanha. Tem interesse, porque
Caetano José fará outro em relação com este.

Que intenta esta soberba arquitectura
com tão régio, marmóreo luzimento?
Se mostra aqui distinto o nascimento,
erra, que é tudo igual na sepultura.

Por mais que doure a face à morte escura
nunca há-de desmentir o monumento;
que vale o resplendor do fingimento
aonde existe a sombra da figura?

Quanto mais se mostrar engrandecido
maior espelho oferta à vaidade
vendo-se como é, não como ha(*) sido.

Pois de que serve a fúnebre deidade,
se ainda para objecto do sentido
primeiro está o horror que a majestade?

___________
(*) arcaísmo já pouco habitual no século XVIII.

Caetano José fez o seguinte poema como resposta:

Padrões dedica a infausta arquitectura
à majestade a cinzas reduzida,
que sempre da grandeza destruída
alguma parte nas relíquias dura.

Da régia dignidade a sombra escura
até no último horror "esclarescida",
se não chega a eximir do estrago a vida
pode honrar no diadema a sepultura.

Na urna o ceptro, melhorado o efeito,
faz com que triste advirta o peito humano
as cinzas, que se intimam no preceito.

Que importa pois que brilhe o jaspe ufano,
onde toda a vaidade é só respeito,
e é somente respeito o desengano?

Poema a uma dama que foi ingrata com o seu amante e que chorava muito por o ver ofendido
(nota: este poema não foi publicado no século XIX, nem no XX, por ser considerado,
sabe-se lá porquê hoje em dia, erótico!)

Tarde de ingratidão, Clori(*), despertas,
pois, trocando à piedade hoje o conceito,
se ofendeste com erros o meu peito,
sentindo os meus estragos, desacertas.

Vê que em mim podem ser penas mais certas
feridas d`alma, que, com nobre efeito,
o coração em lágrimas desfeito
pelos olhos te mostras sempre abertas.

Se entre chamas terríveis me arrebatam
de amor, e emulação ardentes lumes,
pouco, oh Clori(*), outras queixas me maltratam.

Erras, se morto acaso me presumes,
que imortal devo ser, poi não me matam
nem os teus olhos, nem os meus ciúmes.
________
(*) Clori: deusa grega das flores; significa "a mulher".

Soneto a uma dama "rigorosa", na qual se notam paixão e melamcolia.

Divina, Filis(*) bela, eu te agradeço
dos teus rigores a contínua instância,
que antes, meu bem, da minha tolerância
não merecia o mesmo, que mereço.

Se o meu pesar do teu desdém foi preço,
que adquiriu entre penas a constância,
não quero a dita, quero a só jactância
de que me deves tudo o que padeço.

Não tenho nem temor, nem resistência
aos males, a que o peito não repugna,
indistinta a paixão, e a paciência.

Hoje até a glória me será importuna,
e amor, que fez costume da violência
fará também desprexo da fortuna.
________
(*) Filis: mitologia grega, símbolo de amor com final INFELIZ.

Soneto a uma dama que disparou um tiro (!!!!) contra uma imagem de cupido, num acesso de
despeito...amoroso, claro!

Do seio de Vulcano(*) um golpe ardente
dispara Filis(**) contra a seta(***) ervada,
de um Cupido, que deixa por cortada
alfaia inútil, se troféu pendente.

Mas não foi esta acção porque hoje intente
Filis(**) mostrar-se contra Amor irada,
foi saber se frustrara, estando armada,
golpe que o abismo teme, e que o céu sente.

Rendeu-se Amor ao tiro, e as armas logo
oferta a Filis(**) no mortal desmaio,
em que acha o rendimento desafogo.

Por que se veja no primeiro ensaio,
que se dos corações Amor é fogo,
das almas, e do Amor, Filis(**) é raio!
___________
(*) Vulcano: Deus do fogo entre os romanos
(**) Filis: mitologia grega, símbolo de amor com final INFELIZ.
(***)ATENÇÃO: em português, "seta" significa FLECHA !!!

SONETO dedicado a uma senhora que charava dias inteiros diante da pintura da mãe,
falecida há pouco

Senhora, esse retrato, esse portento
tanta saudosa dor nunca alivia,
que a memória da amada companhia
não melhora, duplica o sentimento.

Lembrado, o bem perdido é mal violento,
e ofende essa pintura a fantasia;
Não pode ser remédio, é tirania
fazer parcial do dano o entendimento.

Fugi dessa belíssima aparência,
queo pranto justamente vos persuade
que as lágrimas faz crédito de ausência.

E o vosso amor, das cores na verdade,
há-de achar, para abono da impaciência,
a formusura unida com a saudade.

SONETO a uma dama que enviou, zangada, ao poeta, uns escritos que deste recebera... e que
ele queimou.

Morrei, doces despojos, que algum dia
fostes de Clori(*) persuasão gloriosa,
que a chama, ainda que triste, venturosa,
vai conservar no fogo a idolatria.

Para desprezo ser de Clori ímpia
basta arder nessa luz pouco formosa,
porque da chama, que é menos preciosa,
não fica sendo a cinza menos fria.

Não fostes cridos, viestes desprezados,
e das iras de Clori como objectos
sereis sempre uma injúria aos meus cuidados.

Eu só posso mostrar nestes afectos,
fazendo-vos agora desgraçados,
que sois constantes, e que sois discretos.
______
(*) Clóri: deusa grega das flores; a "Mulher".

Poema a uma dama que o poeta não quis ver, depois dela ler alguns versos.

Para venceres basta um só portento,
pois não foram em tudo sempre claras
as vitórias, se acaso acompanharas
com outro encanto o numeroso acento.

Se a minha vida, e o meu entendimento
já dos teus versos são vítimas raras,
serias, se o resplendor não retiraras
menos avara, e eu menos atento.

Outro espírito influi reverente
se hás-de mostrar teu rosto esclarecido,
que um, que tinha, está preso felizmente.

Ou cesse o agrado harmónoco do ouvido,
que hei-de expor a teus olhos indecente
sem mais uma alma, ou menos um sentido.

Soneto dedicado a Francisco Dionísio de Almeida, morto na juventude.

Reduzir esta vida à ombra escura,
na mais discreta, e mais florida idade,
é da morte fatal temeridade
com que infama os decretos da Ventura.

Que avisos, ou que exemplos nos procura,
se ofendido o discurso da impiedade,
toda a ira, a que a perda nos persuade,
faz esquecer o horror da sepultura?

Inveja a Parca o raro entendimento
que agora nos roubou, e ao golpe astuto
sirva de injúria o mesmo monumento.

Porque ´inda que o morrer seja estatuto,
da saudade consegue o sentimento
que pareça vingança o que é tributo.

Soneto dedicado à morte do jovem fidalgo Marquês de Gouveia.

Não extingue da morte o atrevimento
em Múcio(*) excelso a ilustre heroicidade,
muda-lhe só na iníqua austeridade
os cultos do palácio ao monumento.

Rendeu-lhe aclamações o orbe atento,
e hoje o busca no túmulo a saudade,
mas tão distinto o excesso na vontade
quanto vai da lisonja ao sentimento.

Mas intenta triunfar a morte dura,
que o afecto triste do sepulcro fia
na saudosa atenção à fé mais pura.

A memória consagra a tirania,
porque entregue a lembrança à sepultura
faz sempre religiosa a idolatria.
________
(*) Múcio: herói da Antiga Roma.

Soneto dedicado à espada de Pedro Mascarenhas, nobre guerreiro, enfim no sossego da Paz.

Pendurêa(*) entre louros infinitos
Mascarenhas, o grande, a heróica espada:
porque em ara imortal seja adorada,
troque o mundo os assombros pelos ritos.

Se inveja foi dos Césares invictos,
deixe hoje na razão imaginada
a série dos prodígios, que admirada
não pode ser no ardente dos conflitos.

Cause respeito, se causou desmaio,
que admirado, e rendido eu já contemplo
Pisuerga, Pirinéu, Ebro, e Moncaio.

Descanse a espada, e a Fama no seu templo
em ídolo converta o que foi raio,
chegue a fazer deidade o que era exemplo.
__________
(*) arcaísmo.

Soneto a Afonso de Albuquerque, conquistador português na Índia, numa ocasião em que,
para salvar uma jovem indiana, deixou que se perdesse, num naufrágio, a carga preciosa.

Não me alteras, oh mar, sempre violento
na fúria destas ondas repetida,
se estou, sendo remédio de uma vida,
contra todo o furor deste elemento.

Nos estragos me adquires novo alento,
pois ficamos com glória esclarecida,
eu assunto da fama encarecida,
tu da riqueza avaro monumento.

Pereça a oriental preciosidade,
e exista a honra da feliz violência,
que foi maior que a dita a adversidade.

Porque fica, apesar desta inclemência,
superado o interesse da piedade,
e a desgraça vencida da inocência.

Outro SONETO, dedicado ao mesmo tema do anterior SONETO AS UM SALVAMENTO MARÍTIMO, APÓS
UM NAUFRÁGIO DE UMA JOVEM INDIANA POR UM GRANDE GENERAL PORTUGUÊS(O POETA IMAGINA SER O
GENERAL)

Não assustes. oh bárbaro elemento,
a inocente, que tenho ao peito unida,
que à glória desta acção compadecida
respeita até das ondas o violento.

Tu logras o furor, eu logro o intento
de ficarmos com sorte repartida:
asilo nobre de uma tenra vida;
sepulcro avaro de ouro macilento.

Se tenho a varonil integridade,
que consegues no horror dessa inclemência,
ou que importa a infeliz calamidade?

Quando fica no exemplo da violência
desprezado o interesse da piedade,
e vencida a desgraça da inocência.


Soneto ao Rei D. Pedro II, que, por ter morrido, não chegou a ver a sua própria estátua
de pedra.

Senhor, a vossa efígie venerada
é por vós com razão desconhecida;
porque ficou na cópia pareceda
de reverente a pedra desmaiada.

Que importa que do artífice lavrada
pareça que o cinzel lhe infunde a vida,
se a grandeza só pode esclarecida
ser nas vossas vitórias retratada?

Estranhais esta imagem justamente,
se a luz original está diante,
o reflexo perdeu-se de repente.

´Inda sendo o retrato semelhante,
porque em chegando o Sol a estar presente,
mudam sempre as estrelas de semblante.


SONETO ao conquistador grego (Macedónio) Alexandre Magno, apertando com o seu diadema as
feridas de Lisímaco.

Senhor, tenha o diadema lugar justo,
que eu temo vê-lo menos respeitado,
que importa a minha vida ao teu estado,
se a reservas do estrago para o susto?

Não pode altivo, o meu valor robusto
permitir, que o diadema venerado
fique nestas feridas profanado
se as recebi por conservar o augusto.

Se te fez vencedor esta façanha,
será tanta piedade em tanta glória
satisfação heróica, mas estranha.

Não percas no triunfo esta memória,
que só crescem regados na campanha
com sangue ilustre os louros da vitória.

OUTRO soneto a Alexandre em situação idêntica ao anterior.

Rompe o sacro diadema persuadido
que fica certamente mais honrado
nas ilustres feridas de um soldado
que quando a régia fronte está cingido.

Felizmente em pedaços dividido,
do teu sangue na púrpura banhado,
se até aqui o lograva afortunado
agora é que o mereço esclarecido.

Porque heróico às virtudes raras se una,
com justiça exército esta piedade,
que aceitar teu valor tanto repugna.

Remunero igualmente a heroicidade,
que a vitória é acaso da fortuna,
e o prémio distinção da majestade.

SONETO A UM FIDALGO MORTO POR UM TOURO (este vai REPETIDO)

Dos golpes no confuso labirinto
morre ao mais duro o touro mais atento,
pois sendo igual em todos o instrumento
em tudo o braço heróico o fez distinto.

Em cólera abrasado, em sangue tinto,
conhece o bruto o alto régio alento,
e ilustrando na morte o nascimento
obrou como a razão o que era instinto.

Para acabar elege uma ferida,
mas na eleição a rápida braveza
passa de irracional, fica estendida.

E em régia adoração de tanta alteza,
chega hoje a ser o estrago de uma vida
mais que injúria, lisonja à natureza.

Soneto a um coronel, tido como cruel para os seus subordinados, e... zarolho! Este soneto
ainda era considerado desrespeitoso em 1855.

Coronel satanás, Fernão zarolho,
cruel hárpia das que o abismo encerra,
na empresa de afligires esta terra
de que serve o bastão, se tens esse olho?

Vai-te deitar na granja de remolho
onde o vilão, porque o escorchas, berra;
pois não é para o ilustre ardor da guerra
Abóbora com feitio de repolho.

Se soubeste juntar com força rara,
sendo em ti o prender genealogia,
de galinha o louvor, de mono a cara,

anda, prende, e "ateima" na porfia,
pois em Aldegavinha tens a vara
e n´Ásia, em Cananor, a feitoria.

Soneto a um pregador, a um "cura", da Ordem dos Grilos, célebre pelo seu amor à bebida.
Este soneto é o ÙLTIMO que chegou até nós de CAETANO JOSÉ DA SILVA SOUTO-MAIOR, tendo-se
perdido muitos, muitos mais...

Tal sermão, e tão grande, e sem parelha
do nosso reverendo Frei Palrilha,
será d´asnos oitava maravilha
por somente constar de muita orelha.

Eu quando o vi com cara tão vermelha,
dizendo as asnidades em quadrilha,
sem reparar nos calos da servilha
julguei tudo fumaças da botelha.

Se o sermão se pregasse na Pampulha,
de toda a marotice a vil canalha,
metera muito embora o frade a bulha.

Mas eu venho a inferir nesta baralha
que ou o tal frade a todos nos empulha,
ou ele certamente come palha.

OS 22 sonetos sobreviventes de Caetano José da Silva Souto-Maior foram "salvos" por José
Maria da Costa e Siva, e publicados em 1855. Há outros
Carlos Eduardo da Cruz Luna
 carlosluna@iol.pt
22-06-2008 - 00:43 - De bl5-151-96.dsl.telepac.pt
INTERVENÇÃO NO 14.º Congresso do Alentejo, 15 de Junho de 2008: Alentejo, Olivença,
"Além-Guadiana"
Data: Sun, 15 Jun 2008 15:50:04 +0100 [15:50:04 WEST]

Obriga-me a mesa do Congresso a reduzir a minha intervenção a cerca de três minutos.
Vou fazê-lo, tendo necessariamente de improvisar.
Começo por saudar os presentes, meus "colegas", muitos deles, de outros congressos.
Não vou repetir os argumentos a favor da Regionalização e de criação da Região Alentejo.
Vou apenas referir um ou outro.
A Bélgica tem uma área inferior à do Alentejo, mas tem umas sete regiões... que nada
têm que ver com a sua divisão étnica em duas comunidades. A Dinamarca é um país de quase
igual dimensão, e tem regiões. A Holanda tem a área do Alentejo... e mais de uma dezena
de regiões.
Daqui se conclui que o argumento de que Portugal não se deve regionalizar porque é
demasiado pequeno não tem qualquer valor. Ainda por cima, Portugal não tem problemas de
minorias étnicas que poderiam levar a hesitações nesse campo. MESMO SE TIVESSE, PORTUGAL
DEVERIA REGIONALIZAR-SE, pois, numa democracia, AS MINORIAS DEVEM TER OS SEUS DIREITOS
RECONHECIDOS E DISPOREM DE AUTONOMIA.
Vou passar, agora, a um momento de poesia. Explicarei depois porquê. Ora... ouçam
estas quadras:"Ó minha mãe, minha mãe,/"companhêra" de "mê" pai,/eu "tamêm" sou
"companhêra"/daquele cravo que ali vai!";"Eu tenho uma silva em casa/que me chega à
"cantarêra"/busque "mê" pai quem o sirva/que eu "nã" tenho quem me "quêra"!"; "Olha bem
para o "mê" "pêto"/onde está o coração/vê lá se disto há "dirêto"/diz-me agora: sim ou
não !"; ""Azêtona" pequenina/também vai ao lagar;/eu também sou pequenina/mas sou firme
no amar."; "Saudades, tenho saudades,/saudade das "fêticêras"./Lembrança das amizades/da
terra das "olivêras"."; "/Se eu tivesse não pedia/coisa nenhuma a "nênguém"/mas, como
"nã" tenho, peço/uma filha a quem a tem."
Muitos estarão a pensar: "Mas... o que quer tudo isto dizer? Porquê este momento
poético"?
Pois bem, eu explico: isto são quadras tradicionais de Olivença, que muitos idosos
ainda conhecem. Aliás, segundo dados europeus, 35% dos oliventinos ainda conhece a língua
de Camões.
Ouço-vos pensar: "Lá estão os Amigos de Olivença com as coisas deles!". E eu sei que,
ao falar-se de Olivença, logo se associa tal a conservadorismo, loucura, utopia. Meus
amigos, onde estaríamos nós sem as utopias. Decerto que não estaríamos a realizas um
Congresso sobre o Alentejo...
Mas... tudo bem! Classifiquem quem fala de Olivença como alguém indigno de atenção
cuidada. Sigam a regra, muito portuguesa, de desprezo por vós mesmos, de desprezo pelo
que é português, de pessimismo, de impotência assumida. "Batam" nos Amigos de Olivença,
se quiserem.
Todavia, se Portugal tem direito às águas do Alqueva quase a 100%, isso deve-se à
Questão de Olivença. É uma coisa oficial... que envergonhadamente quase nunca é referida.
Mesmo assim, é algo OFICIAL!!!
Mas... olhem que qualquer coisa está viva en Olivença. Uma coisa que não quer NADA com
os Amigos de Olivença.
Pasmem! No dia 19 de Abril de 2008, surgiu em Olivença uma nova associação: a
"Além-Guadiana". Com gente de lá. Que não quer confusões políticas, pois não pretende
equacionar problemas de soberania. Isso deve ser respeitado.
Essa associação chama a atenção para o facto de a culruta portuguesa estar em risco na
terra das oliveiras. Destaca que, em Olivença, os monumentos, a "fachada", estão muito,
mas mesmo muito bem cuidados. Mas a cultura tradicional, a alma de um povo, está a
morrer. E pedem ajuda.
Essa cultura, essa alma, são alentejanas. Ouçam estes exemplos de palavras da
região:«Azevia/Açubia(-); Alguidári; Alface/Alfaça; Azêtona; Arrecadas/Arcadas (grandes
brincos);Andorinha/Andrurinha; Alarvices; Paleio/Apaleo; Asnêras; Amanhado (arranjado,
preparado);
Alicati; Alentar/Alantar (crescer); Aventar (deitar fora, derrubar);
Vasculho/Basculho(vassoura); Melancia/B´lancia; Barbulha (borbulha)(...); ».
Poderia continuar, mas não o faço. Tenho sessenta cópias da minha intervenção
original, bem como do comunicado da criação do
"Além-Guadiana"(http://alemguadiana.blogs.sapo.pt), a que anexei o texto de
uma entrevista que um dos seus dirigentes deu ao Portal Galego da Língua, para distribuir
por quem quiser.
Termino, dizendo: uma região que tem um pedaço sob administração estrangeira durante
duzentos anos, pedaço que tem sofrido todas as pressões para abdicar da sua cultura, mas
onde (e refiro-me ainda ao "pedaço") a cultura alentejana original subsiste, ainda que
esteja em perigo, é uma região que mostra ter personalidade e condições para se governar
a si própria.
VIVA PORTUGAL ! VIVA O ALENTEJO !
Beja, 15 de Junho de 2008
Carlos Eduardo da Cruz Luna

NOTA: esta intervenção foi muito aplaudida, e mais de 70 Congressistas solicitaram todas
as cópias que prometi, e tiveram-nas.


Carlos Eduardo da Cruz Luna
 carlosluna@iol.pt
18-05-2008 - 14:43 - De bl4-235-106.dsl.telepac.pt
Una asociación de oliventinos promoverá la cultura portuguesa en Olivenza

“Além Guadiana” es una asociación sin fines de lucro

Fuente: Redacción


Recientemente se ha creado en Olivenza “Além Guadiana”, asociación sin
ánimo de lucro que nace con el objetivo de fomentar la cultura
portuguesa en Olivenza.
La iniciativa ha partido de un colectivo de oliventinos, consciente de
la gran riqueza que atesora su patrimonio. La ciudad de las dos
culturas, como habitualmente se define a Olivenza, constituye un
ejemplo único en la península por su historia compartida entre España
y Portugal, y un lugar donde conviven y se entremezclan con
naturalidad elementos de ambas culturas.
Além Guadiana nace con la intención de potenciar este carácter
mestizo, recuperando y fomentando manifestaciones relacionadas con la
lengua, tradiciones orales, la gastronomía, la música, la literatura,
etc. Sus principales actividades son: contribuir a la promoción de la
lengua portuguesa en Olivenza, realizar acciones de sensibilización,
valorizar la cultura portuguesa y fomentar el conocimiento e
intercambio cultural con Portugal y otros países de la Lusofonía.
El ámbito de actuación de la asociación son los municipios de Olivenza
(que incluye las aldeas de San Jorge de Alor, San Benito de la
Contienda, Villarreal, Santo Domingo de Guzmán, San Rafael y San
Francisco) y Táliga. Portugueses hasta 1801, constituyen el último
territorio en incorporarse a España. Los dos siglos han significado
una continua aportación cultural hispana sobre el sustrato luso, dando
lugar a una riquísima cultura de síntesis que aflora en sus calles y
gentes.
La iniciativa surge en parte porque desde Além Guadiana se considera
que muchos componentes de la cultura portuguesa de Olivenza se están
perdiendo, como es el caso de la lengua, mayoritaria hasta los años
cincuenta y actualmente en trance de desaparición.
Y Según sus socios, la cultura portuguesa en Olivenza constituye un
tesoro que urge conservar.
La denominación Além Guadiana (más allá del Guadiana), expresa una
mirada mutua a uno y otro lado del río, con la cultura como nexo
común. La asociación ha creado un espacio virtual en la siguiente
dirección: http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/

“Além Guadiana” quer promover cultura portuguesa em Olivença

Recentemente foi criada, em Olivença, a “Além Guadiana”, associação
sem fins lucrativos que nasceu com o objectivo de fomentar a cultura
portuguesa em Olivença.

Em comunicado, a associação explica que a iniciativa partiu de um
conjunto de oliventinos consciente da grande riqueza do património da
sua terra. "A cidade das duas culturas, como habitualmente é definida
Olivença, constitui um exemplo único na península Ibérica pela sua
história (partilhada entre Portugal e Espanha) e um lugar onde
convivem e se mesclam com naturalidade elementos de ambas culturas",
refere a nota distribuída aos ocs.

O âmbito de actuação da associação são os concelhos de Olivença (que
inclui as aldeias de São Jorge da Lor, São Bento da Contenda, Vila
Real, São Domingos de Gusmão, São Rafael e São Francisco) e Táliga.
Portugueses até 1801, constituíram o último território a ser
incorporado em Espanha. Os dois séculos significaram uma contínua
contribuição cultural hispana sobre o substrato luso, dando lugar a
uma riquíssima cultura de síntese que aflora nas suas ruas e gentes.

Além Guadiana considera, todavia, que muitos componentes da cultura
portuguesa se estão a perder, como no caso da língua, maioritária até
os anos cinquenta e hoje em risco de desaparecer. Segundo os sócios, a
cultura portuguesa em Olivença constitui um tesoiro que urge conservar.
A denominação Além Guadiana expressa um olhar mútuo dos dois lados do
rio, com a cultura como nexo comum. A associação criou um espaço
virtual no endereço seguinte: http://alemguadiana.blogs.sapo.pt


 
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